domingo, 1 de maio de 2011

Manancial

És como água de beber,
que se adentra a me conhecer.
Hidrata minhas entranhas,
dentro e fora não mais me estranhas.
Clara, límpida e cristalina,
que rola do alto da colina.
Em seu regato me acho
formando caudaloso riacho.
Evaporas diante do calor,
sobes, desapareces em vapor.
Constroi nuvens inebriantes,
desaguando em mares verdejantes.
Junto as estrelas és nuvem madrugadeira,
amanheces orvalhando relva, flores e espinheira.
Chamam-na orvalho, geada, sereno,
germina a semente molhando o terreno.
Penetras filtrada pela terra,
segue teu caminho e não erra.
Surges sorrateira no grotão,
e me alimentas fosse eu um garotão.